Louvores

14 outubro 2011

Eu criei você ...


Todos os dias, como de costume, uma jovem mendiga, uma pequena menina, permanecia na esquina da rua implorando por comida, dinheiro ou qualquer coisa que ela pudesse conseguir. Estava usando roupas muito esfarrapadas; ela estava suja e bem desarrumada.

Como sempre acontecia, um bem sucedido jovem passou por aquela esquina sem dar uma segunda olhada para a menina. Mas quando ele chegou em sua casa e encontrou sua família feliz e confortavelmente instalada, a mesa de jantar bem carregada, seus pensamentos se voltaram à jovem mendiga e ele ficou irritado, muito irritado com Deus por permitir que tal condição pudesse existir.

Ele reprovou declarando:
- "Como Deus o Senhor pode deixar isto acontecer? Por que o Senhor não faz algo para ajudar esta menina?"

Então ele ouviu Deus, nas profundezas de seu ser, responder dizendo:
- "Eu fiz! Eu criei você!"

Deus te criou para que você seja uma bênção!!!

Ele te fez para que resgatasse as vidas das esquinas, das tristezas e de toda sorte de miséria deste mundo.


Cabe a você fazê-lo...este é sua missão. Não espere dos outros, o que Deus te deu em suas mãos.

E você esta fazendo alguma coisa? 

Shalom!  

"O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;"(Is 61.1)

13 outubro 2011

A menina e a maçã


 A nossa vida está nas mãos do Senhor, Ele já construiu um caminho para cada um... por isso não podemos desistir, nem retroceder. Temos que seguir adiante, caminhando com fé.  

A última palavra quem dá é Deus.

Esta é uma história verdadeira que está sendo transformada num filme, chamado "A flor da cerca" (“Flower of the Fence” em inglês)

 Autor: Herman Rosenblat de Miami Beach, Florida.

Naquela manhã o céu estava sombrio, enquanto esperávamos ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto judeu de Piotrkow na Polônia foram arrebanhados em uma praça.
Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos. Meu pai havia falecido recentemente de tifo, que se alastrara através do gueto abarrotado. Meu maior medo era que nossa família fosse separada.

"O que quer que aconteça," Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim, "não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezesseis anos". 

Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido. Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador.

Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grossas do piso. Olhou-me de cima a 
baixo e perguntou minha idade.

"Dezesseis", eu disse. Ele mandou-me ir à esquerda, onde já estavam meus três irmãos e outros jovens saudáveis.

Minha mãe foi levada para a direita com outras mulheres, crianças, doentes e velhos. Murmurei para Isidore, "Por quê?"

Ele não respondeu.

Corri para o lado da minha mãe e disse que queria ficar com ela.
"Não," ela disse com firmeza."Vá embora. Não me aborreça. Vá com seus irmãos".

Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo. Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não fazê-lo. Foi a última vez que a vi. Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha.Chegamos ao campo de concentração de Buchenwald numa noite, semanas após, e fomos conduzidos a uma barraca lotada. No dia seguinte recebemos uniformes e números de identificação.

"Não me chamem mais de Herman", eu disse aos meus irmãos. "Chamem-me 94938".

Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo, carregando os mortos em um elevador manual.
Eu também me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um número.
Logo meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim.

Numa manhã eu pensei que ouvi a voz de minha mãe.
"Filho" ela disse suave mas claramente, "Vou mandar-lhe um anjo".

Então eu acordei. Apenas um sonho! Um lindo sonho! Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome. E medo.

Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas barracas, perto da cerca de arame farpado, onde os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho.

Do outro lado da cerca, eu observei alguém: uma pequena menina com suaves, quase luminosos cachinhos. Ela estava meio escondida atrás de uma bétula.Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém me viu. Chamei-a suavemente em Alemão. "Você tem algo para comer?"

Ela não entendeu.

Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em Polonês. Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo meus pés, mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida.

Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou sobre a cerca.

Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer debilmente, ""Virei vê-lo amanhã".

Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer - um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã.

Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos significaria morte para nós dois.

Não sabia nada sobre ela, que parecia uma menina de fazenda, exceto pelo fato dela entender Polonês. Qual era o seu nome? Por que ela estava arriscando sua vida por mim?"

A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa menina do outro lado da cerca trouxe-me um pouco, como que nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs.

Cerca de sete meses após, meus irmãos e eu fomos abarrotados num vagão de carvão e enviados para o campo de Theresiensatdt, na Tchecoeslováquia.

"Não volte", eu disse para a menina naquele dia. "Estamos partindo".

Voltei-me em direção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeus para a pequena menina, cujo nome eu nunca soube, a menina das maçãs.

Permanecemos em Theresienstadt por três meses. A guerra estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando, muito embora meu destino parecesse estar selado.

No dia 10 de maio de 1945 eu estava destinado a morrer na câmara de gás, às 10:00 horas.

No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes a morte parecera pronta para me receber, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado.

Pensei nos meus pais. Ao menos, pensei, nós estaremos nos reunindo.

Mas, às 08:00 horas ocorreu uma comoção. Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direções através do campo. Juntei-me aos meus irmãos.Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos. Todos estavam correndo, então eu corri também. Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido.

Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as maçãs tinha sido a chave da minha sobrevivência.

No local onde o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida, dera-me esperança num lugar onde ela não existia.

Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu.

Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica. Fui colocado numa hospedaria com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Eletrônica. Depois fui para os Estados Unidos, para onde meu irmão Sam já havia se mudado. Servi no Exército durante a Guerra da Coréia, e retornei a Nova Iorque, após dois anos.

Por volta de agosto de 1957 abri minha própria loja de consertos eletrônicos. Estava começando a estabelecer-me.

Um dia, meu amigo Sid, da Inglaterra, me telefonou.

"Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polonesa. Vamos sair juntos".

Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim.

Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias após, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoa do seu encontro e a sua amiga Roma.

Tenho que admitir, para um encontro às cegas, não foi tão ruim. Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Ela era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que faiscavam com vida.

Nós quatro nos dirigimos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e fácil de se estar junto.

Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas.

Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia, gozando da brisa salgada do Atlântico, e depois jantamos perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores.

Voltamos ao carro do Sid, Roma e eu dividimos o assento traseiro.Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra, sabíamos que muita coisa fora deixada sem ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, "Onde você estava", perguntou delicadamente, "durante a guerra?"

"Nos campos de concentração", eu disse. As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda. 

Tentei esquecer. Mas jamais se pode esquecer.

Ela concordou. "Minha família se escondeu numa fazenda na Alemanha, não longe de Berlim", ela me disse. "Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu papéis arianos."
Imaginei como ela devia ter sofrido também, medo, uma constante companhia. Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, num mundo novo.

"Havia um campo perto da fazenda", Roma continuou. "Eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias."

Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino. "Como ele era?", perguntei.

"Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto a cada dia, durante seis meses."
Meu coração estava aos pulos. Não podia acreditar.

Isso não podia ser.

"Ele lhe disse, um dia, para você não voltar porque ele estava saindo de Schlieben?".
Roma me olhou estupefata. "Sim!".

"Era eu!".

Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado com emoções. Não podia acreditar! Meu anjo.

"Não vou deixar você partir", disse a Roma. E, na trazeira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar.

"Você está louco!", ela disse. Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana seguinte.

Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube: sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cerca e me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, pois na minha mente eu jamais a havia deixado partir.

Naquele dia ela ela disse sim. E eu mantive a minha palavra. Após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos, eu jamais a deixara partir.

11 outubro 2011

Mantendo a sua boca fechada.


"Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto" (Provérbios 17:28 a)

"Os lábios do justo apascentam a muitos, mas por falta de senso, morrem os tolos." (Provérbios 10:21)


"A boca fala o que o coração está cheio." (Mateus 12:34)

 
Um pastor, um político e um engenheiro foram conduzidos à guilhotina. Ao pastor foi perguntado se ele queria ficar de rosto para cima ou para abaixo quando enfrentasse o destino dele. O pastor disse que queria ficar de rosto para cima, pois assim ele estaria olhando para o céu quando morresse. A lâmina da guilhotina foi elevada e em seguida foi solta. Veio acelerando abaixo e de repente parou, apenas polegadas do pescoço do pastor. As autoridades levaram isto como intervenção divina e liberaram o pastor.

Logo, o político veio à guilhotina, e ele também decidiu ficar de rosto para cima, esperando que seria tão afortunado quanto o pastor. Assim a lâmina da guilhotina foi elevada, e novamente solta. Veio acelerando abaixo e de repente parou só polegadas do pescoço do político. Assim ele foi libertado também.

O engenheiro estava próximo, e ele decidiu morrer da mesma forma, olhando para cima. O executor elevou a lâmina da guilhotina lentamente, quando de repente o engenheiro exclamou, "Ei, estou vendo qual é o problema ... "

Até mesmo um bobo é contado sábio quando ele fica na dele!
Isto é apenas mais uma lembrança de que nós precisamos aprender a manter nossas bocas fechadas. Embora sejamos ansiosos para compartilhar com outras pessoas o quanto nós sabemos, às vezes é melhor não dizer certas coisas! Raramente temos problemas quando mantemos silêncio (embora pode acontecer). Mas, freqüentemente nós entramos em apuros dizendo algo que não devia ser dito.

Um de meus provérbios favoritos é Provérbios 17:28: “Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

Isto é bem parecido à afirmação mais contemporânea: “Melhor ser tido como um bobo do que abrir sua boca e remover toda a dúvida." 

Para que você não abra sua boca hoje e diga algo que você pode lamentar amanhã, pare por um momento antes de falar e veja se tem certeza de que é a coisa sábia para fazer.

Autor: Alan Smith

O falar é prata e o calar é ouro. (ditado popular)

07 outubro 2011

Felicidade




Acredito que a nossa maior busca é pela felicidade. Mas, ninguém é cem por cento feliz (só em algumas novelas). 

Desde criança, aprendi que a felicidade seria encontrada em coisas fora mim mesmo. E fui por aí, conquistando coisas, pessoas, dinheiro, status... Um dia, fiquei com a sensação de ter sido enganado. Onde está o prêmio por minha busca? Felicidade é um conceito abstrato demais, fugaz, volátil, impreciso, subjetivo. Isso não é justo! Depois de cada decepção, começava tudo de novo: onde está a satisfação para a minha necessidade mais profunda?


Descobri que a Palavra de Deus, no lugar de “felicidade”, apresenta outro conceito: “Alegria” (contentamento, júbilo, plenitude, gozo, Fruto do Espírito Santo produzido em meu viver). 

Felicidade não se encontra nos sonhados “finais”, porque ela não existe como a imaginamos. O que a Bíblia nos apresenta é a alegria, que só encontramos em Cristo Jesus. Precisei entregar minha alma, minha vida, meus caminhos totalmente nas mãos do Salvador. Alegria não é “estar tudo bem”, porque “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender” um dia também acabam. 

Alegria é crer que, apesar de qualquer circunstância, Deus me ama e tem um lugar para mim em Seu Reino, agora e para sempre. E essa alegria não depende mesmo das circunstâncias, está alicerçada na fé. Muito além do que os sentidos naturais lhe ensinaram, experimente a grande aventura de conhecer a Deus e andar com Ele!


Pare de correr atrás da felicidade. Corra para Cristo! Onde você está, agora mesmo, peça a Ele que transforme sua vida, perdoe seus pecados e lhe dê a alegria de viver: Jesus.


Autor: Jairo Larroza

03 outubro 2011

o segundo violino


... outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade...(1Pe 5.5.)

Conta-se a história de um jovem estudante americano que deixou um grande exemplo de desprendimento para a sua geração. 

No período das férias de dezembro, quando a neve geralmente cobre o hemisfério norte, o rio que passava pelo internato da escola estava coberto por grossa camada de gelo. Alguns alunos estavam patinando, e um deles, ao romper a camada de gelo sob seus pés, afundou nas águas de morte. O colega imediatamente buscou salvar a sua vida, mas nesse ato de bravura veio a perder a sua própria vida.

No funeral, havia tristeza e constrangimento geral. Quase todos falaram a respeito do nobre rapaz, mas a palavra que mais tocou a todos foi a de seu professor de música. Ele contou que aquele jovem fazia parte da orquestra da escola. Era o segundo violino... em qualquer momento poderia ser o primeiro violino, por sua capacidade e afinação. Mas o rapaz se contentava em ser o segundo como opção. Ele dizia:

“Os primeiros só podem fazer o melhor se os segundos sustentarem a nota; eu quero ser o segundo.”
Esse desprendimento caracterizou a vida desse bravo cristão.

Enquanto muitos querem ser os “ primeiros violinos”, poucos estão dispostos a sustentarem a nota para o outro.

Mas é a vida daqueles que se doam é que sempre ficam registrados na historia.

" Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo. (Mateus 22:37-39).